Resenha: Livro Dica da Ka, de Karina Milanesi | Editora Belas-Letras

Fazia tempo que eu não trazia resenha de livros por aqui né? E sinto a maior falta, pois é algo que simplesmente amo! Para retomar em grande estilo, hoje trouxe a resenha de um que é muito amor: Livro Dica da Ka, da blogueira Karina Milanesi.

Livro Dica da Ka, de Karina Milanesi | Editora Belas-Letras

Quem já conhece o blog e o canal da Ka, sabe que o tema é uma coisa que eu simplesmente amo: DIY! E os projetos dela são simplesmente incríveis e servem muito de inspiração para quem curte colocar a mão na massa. E o livro dela não poderia ser diferente: vem também com o mesmo tema de faça você mesmo (a), com ideias muito legais, além de moldes super fofos.

Uma coisa que a Ka fez muito bem nesse livro (e uma das razões por eu adorar tanto DIY) é mostrar que é possível fazer muitas coisas legais para decoração, presente etc usando apenas produtos que a gente já tem em casa (muitas vezes sem uso). Sou super a favor de reaproveitar tudo ao máximo, e acho que essa é uma das melhores formas.

O livro traz 19 dicas/tutoriais, que  vão de quadros, customização de móveis velhos, criação de vaso de flor com brinquedos, cachorrinho de pelúcia, até um dos meus preferidos, que é um varal de momentos e lembranças especiais. O melhor é que ela deixa os moldes para ajudar, quando são necessários. Tudo bem fácil, explicado e cheio de imagens fofas.

Livro Dica da Ka, de Karina Milanesi | Editora Belas-Letras

Livro Dica da Ka, de Karina Milanesi | Editora Belas-Letras

Livro Dica da Ka, de Karina Milanesi | Editora Belas-Letras

É aquele livro que além de ser útil, é lindo e dá vontade de ficar folheando um tempão.E depois deixar para decorar o quarto! Ainda não criei nenhum dos projetos do livro, mas estou doida para testar. Só estou com dó de destacar os moldes que tem no início e no final do livro (sou dessas rs).

Recebi o livro por meio de uma parceria com a editora e fiquei encantada com o zelo e cuidado deles. E pelo site da própria editora dá para adquirir o livro também.

Livro Dica da Ka, de Karina Milanesi | Editora Belas-Letras

Livro  Dica da Ká

Autora: Karina Milanesi
Editora: Belas Letras
Páginas: 120
Valor: R$34,90

Mari Dahrug

Dica de série: Sense8

Este mês estreou a segunda temporada da série Sense8 na Netflix. Eu estava super ansiosa aguardando e já estou quase terminando a temporada, e percebi que ainda não tinha falado dela por aqui. Por isso, vim dar a dica hoje para quem ainda não assistiu.

série Sense8

A série fala sobre oito pessoas de lugares distintos do mundo que não se conhecem ficam interligadas mentalmente após um evento peculiar. Will Gorski (Brian J. Smith), Riley Blue (Tuppence Middleton), Capheus Onyongo (Aml Ameen na 1ª temporada e Toby Onwumere na 2ª), Sun Bak (Doona Bae), Lito Rodriguez (Miguel Ángel Silvestre), Kala Dandekar (Tina Desai), Wolfgang Bogdanow (Max Riemelt) e Nomi Marks (Jamie Clayton). Cada uma dessas pessoas é de uma cultura e um país diferente (exceto, Gorski e Nomi, ambos americanos) têm subitamente uma visão da morte de uma mulher chamada Angelica. A partir dai, conseguem se comunicar, sentir e apoderar-se do conhecimento, linguagem e habilidades uns dos outros.

Enquanto tentam entender o que está acontecendo, conhecem duas outras pessoas: Jonas, que aparentemente tenta ajudá-los, e Whispers, que tenta caçá-los, usando o mesmo poder para conseguir acesso às mentes sensates.

Enquanto os personagens vão desvendando os mistérios que os envolvem, vivem, paralelamente, os próprios conflitos diários de suas vidas, que envolvem homossexualidade, problemas de família, drogas, doenças, dinheiro e várias utras coisas. O legal é que esse elo entre eles funciona também para todos esses momentos, e cada um começa ajudar os “irmãos sensates” como pode.

série Sense8

Assim como algumas outras séries atuais, achei que algumas cenas são um tanto forçadas e até mesmo desnecessárias. Também achei que o seriado falhou um pouco no quanto cada um acabou aceitando essa realidade deles de uma forma até que fácil. Cá pra nós, se você amanhã começar a ver e se comunicar com uma pessoa que está do outro lado do mundo e que ninguém mais vê, como reagiria? Eu certamente procuraria um psiquiatra.

Mas apesar desses detalhes, é uma das melhores séries que tenho acompanhado nos últimos tempos. A história é muito diferente de qualquer outra série que já assisti e é daqueles seriados que realmente te prendem e a vontade é assistir a temporada inteira de uma vez. Já estou finalizando a segunda e voltarei a ficar na ansiedade pela continuação!

Mari Dahrug

Dica de série: Girlboss (Netflix)

A Netflix realmente tem lançado uma série atrás da outra. Como as experiências têm sido positivas, logo quis ver a última estreia, Girlboss, que entrou na rede dia 21/04. A série é inspirada no best seller literário homônimo, escrito por Sophia Amoruso, fundadora da marca Nasty Gal.

A comédia conta a história de Sophia, que passa por um momento de crise de identidade e não sabe muito bem o que quer da vida. Vai de emprego para outro sem se dedicar e sem foco, pois não quer encarar a vida de adulta. Com isso, está prestes a ser despejada do local onde mora e chega até mesmo comer pão encontrado no lixo.

Com um insight repentino, percebe o que deseja fazer da vida: encontrar peças de roupas usadas legais e customizá-las para vender pela internet. Ela começa então pelo eBay, e como o negocio começou deslanchar, decide criar sua própria marca e loja virtual.

O seriado foi criado e produzido por Kay Cannon (30 Rock), que é também showrunner da série. O elenco conta com Britt Robertson (Sophia), Ellie Reed (Annie), Alphonso McAuley (Dax), Johnny Simmons (Shane) e Dean Norris (Jay).

Girlboss

Mesmo não sendo uma série impecável e excelente, é divertida e um bom passatempo. Os episódios são curtos (30 minutos) e fluem rapidamente. Daquele tipo de série que dá facilmente para maratonar em dias mais lights. Recomendo para aqueles dias que queremos algo leve e divertido para assistir, sem cansar demais a mente, sabe? rs.

Para mim, um dos pontos altos foi matar a saudade de todos os cenários de São Francisco, cidade em que se passa essa temporada da série. Vocês já devem ter visto que fui pra lá nas últimas férias né? Quem ainda não viu, tem post aqui no blog!

Não sei se a segunda temporada já foi confirmada, mas se a intenção for contar toda a história mesmo da Nasty Gal, certamente deverá ter continuação. O comércio de roupas que surgiu no eBay, depois de ganhar loja virtual própria, contou também com dois espaços físicos em espaços importantes de Los Angeles. Infelizmente, após o livro ser escrito, a loja entrou com pedido de falência (2016), mas essa parte já não sei se fará parte da série.

Série Girlboss

Criação / produção: Kay Cannon
Ano de lançamento: 2017
País: EUA
Gênero: Comédia

Mari Dahrug

Dica de série: 13 Reasons Why da Netflix / campanha #NãoSejaUmPorque

Essa semana finalmente comecei assistir a série 13 Reasons Why da Netflix (“Os 13 Porquês” em português), que estreou em março. Eu estava ansiosa para ver, pois tem se falado muito sobre ela desde o começo do ano, em partes pelo tema que chama a atenção, em partes porque é uma adaptação de um livro que tem muitos fãs e também pelo fato de ter sido produzida pela cantora e atriz Selena Gomez.

Ah, antes que eu esqueça, para quem ainda não viu está rolando um super sorteio no blog / canal em comemoração aos 10k no Youtube. Estou sorteando uma maleta recheada com maquiagens e pincéis, participe também!

13 Reasons Why da Netflix

A história, baseada no best-seller homônimo de Jay Asher,  começa quando o adolescente Clay (Dylan Minnette) recebe um pacote com várias fitas cassetes gravadas por Hannah Baker (Katherine Langford), garota por quem estava apaixonado e que havia cometido suicídio há pouco tempo. Nelas, a jovem lista as 13 razões que a levaram a se matar.

Cada episódio do seriado retrata um lado das fitas, e uma das 13 razões. A temática certamente é intensa e pesada: suicídio, bullying, depressão, boatos, drogas e abusos sexuais e emocionais. E com cenas fortes e explícitas mesmo. Apesar disso, reveza com alguns momentos mais leves, então não assistimos aos episódios todo naquela tensão gigantesca. Porém, para mim, a mensagem central foi um grande tapa na cara para a nossa sociedade. Principalmente pelo fato de que várias coisas que acontecem são muito reais e palpáveis, e sabemos que acontecem sim, o tempo todo, com muita gente. Vemos o quanto às vezes algumas situações não são tratadas com a preocupação com que deveriam, e como “brincadeiras” tratadas como “coisa de criança” são profundas e podem afetar e criar uma bola de neve na vida de uma pessoa.

O roteiro da série tem como base um storytelling misturando presente e passado. Gostei muito da forma como é montada e como há um misto entre as narrações da Hannah e as memórias de Clay sobre o que aconteceu. Inclusive, gostei muito da escolha desses dois atores também, eles representaram muito bem a personalidade dos personagens. É daquelas séries que prendem: a gente quer saber o que vai acontecer e a vontade é de já assistir os 13 episódios logo no primeiro dia.

13 Reasons Why da Netflix

 

#NãoSejaUmPorque

Acho que justamente pelos temas apresentados serem fatos tão recorrentes pelo mundo todo, a série teve um grande impacto nas redes sociais. Logo após a estreia da série, teve início uma grande campanha  no Twitter com a hashtag #NãoSejaUmPorque. Vários usuários têm compartilhado histórias de vida envolvendo depressão e o bullying.

Acho que tanto a série quando a campanha são grandes alertas sobre a importância de se discutir e conscientizar sobre isso.

Mari Dahrug

Live-action de A Bela e a Fera: minhas impressões

Depois de muita ansiedade e muita espera, assisti nessa madrugada (sim, 00:01 de hoje, que era o primeiro horário possível rs) o live-action de A Bela e a Fera. Como de costume vim aqui contar para vocês o que achei.

Live-action de A Bela e a Fera

Acho que o filme dispensa muitas apresentações, mas a história fala sobre a Bela (Emma Watson), uma moradora de uma pequena aldeia francesa. Quando seu pai é capturado pela Fera (Dan Stevens), a jovem decide entregar sua vida ao estranho troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa aprender a amar (e ser amado) para voltar à forma humana e quebrar o feitiço do castelo.

Vi que diversas resenhas têm criticado alguns aspectos do filme, como o fato de ser uma adaptação muito fiel da obra original de 1991, que foi a primeira animação a concorrer ao Oscar de Melhor Filme. Particularmente, não posso criticar porque esse era o meu desejo. Gostaria de ver uma atualização do clássico, especialmente em live-action, mas como tenho uma paixão pela história e pela animação, eu provavelmente ficaria desapontada em ver mudanças radicais ou algo muito diferente daquilo que eu esperava. Por isso, acho que são perspectivas e avaliações muito diferentes quando se fala em críticos de cinema x espectador que é fã da história.

Mesmo sendo muito fiel, o live-action de A Bela e a Fera introduziu sim alguns elementos novos. Para mim, foram cenas muito importantes e que agregaram muito, sem distorcer tudo aquilo que eu já tinha no meu conceito da história. Por exemplo: alguns elementos sobre a história a Bela e sua mãe, do passado da Fera e a Feiticeira que ganhou uma maior visibilidade. Para mim, foi um grande ponto positivo!

Como a maior parte das produções da Disney (e como na animação original), o musical vem com força total. As músicas, em sua maior parte já conhecidas, são lindas também nas novas versões. E as coreografias, figurinos e os cenários ficaram lindos e dignos daquilo que esperamos de uma produção Disney!

Live-action de A Bela e a Fera

No momento atual, em que tanto se fala sobre feminismo e empoderamento da mulher, A Bela e a Fera cai como uma luva. Bela é uma personagem forte, corajosa, que não se deixa intimidar e que tem ambição. Ela luta por aquilo que acredita, não dá valor ao que os outros pensam e não se submete à conduta machista de Gaston, por exemplo. Precisa de mais? E achei que esse toque feminista ficou ainda mais ressaltado vindo de Emma Watson, que é um dos maiores nomes mundiais quando se fala sobre isso.

E além disso, o filme também teve o primeiro personagem gay da Disney, Le Fou, o que mostra uma mudança de postura muito legal. E inclusive, o ator que fez o papel, Josh Gad, trabalhou super bem e está hilário. Tudo de uma forma muito sutil, mas não deixa de ser um marco. Outro ponto positivo da produção!

Não vou entrar em muitos mais aspectos até para não dar spoilers, mas em linhas gerais acho que é isso. É um filme que será um marco para o cinema? Não, mas certamente deixará disneymaníacos e os fãs da história emocionados e satisfeitos.

Mari Dahrug

Dica de série: The Fosters

Conheci a série The Fosters nas últimas férias, quando viajei para a California. Fiz um tour bem legal nos sets de gravação da Warner e o set do seriado foi uma das partes altas do passeio. Claro que depois do tour, fiquei curiosa em assistir o programa e simplesmente adorei. Aqui no Brasil ele não faz tanto sucesso quando faz por lá, mas está disponível para assistir na Netflix, então vim compartilhar a dica com vocês.

série The Fosters

Com produção da atriz e cantora Jennifer Lopez, The Fosters mostra a vida de uma grande (e atípica) família formada por duas mães. Stef (Teri Polo) é uma policial que foi casada com seu colega de trabalho Mike (Danny Nucci), com quem teve um filho. Divorciada, vive com Lena (Sherri Saum), que é assistente social. Elas moram com o filho biológico de Stef, Brandon (David Lambert), e dois filhos adotivos, Jesus (Jake T. Austin) e Marianna (Cierra Ramirez).

Logo no primeiro episódio, Lena conhece Callie (Maia Mitchell), uma adolescente problemática, e a acolhe como lar temporário. Com isso, logo chega também Jude (Hayden Byerly), irmão temporário de Callie, que vivia em um lar adotivo e sofria maus tratos.

Com a casa cheia (e de pernas para o ar), a trama retrata as dificuldades e os desafios de uma família como qualquer outra, com o diferencial da realidade de lares adotivos. Além disso, essa foi a primeira série de televisão americana a mostrar uma família com um casal lésbico como protagonistas.

Esse foi um daqueles seriados que me prendeu desde os primeiros 10 minutos do primeiro episódio. Já não queria parar mais até acabar. Os personagens vão nos cativando e conquistando, cada qual com sua personalidade bem diferente, e  logo nos vemos como parte daquela família também. No meio de tanta confusões, dramas, problemas com aceitação, amores e tudo mais, vemos uma família que apesar de ser um tanto diferente, tem muito amor e laços muito fortes.

É certo que não é daquelas séries cheias de ficção, suspense, aventura… Se você gosta de assistir coisas com mais “adrenalina”, talvez não seja seu estilo. Achei bem o estilo de séries como Parenthood (acho que é a que mais se identifica mesmo) ou Gilmore Girls. Mostra mesmo o cotidiano, e embora em uma trama que não vemos com tanta frequência, várias das situações podem ser comparadas com coisas do nosso cotidiano.

Achei a produção muito bem feita, e tenho achado bem legal assistir as cenas depois de ter visto a casa real (o set) onde é gravada a série. Infelizmente essa era uma parte do tour onde não podíamos tirar foto, mas foi uma experiência incrível.

 

Informações técnicas

Gênero: drama
Número de temporadas: 4
Exibição (Brasil): Netflix
Primeiro episódio: junho de 2013

Mari Dahrug